Por causa de minha atividade tenho visitado
diversas igrejas e em diversos lugares, a situação parece estar generalizada.
Palmas, ovações, gritos, etc. É só um músico dar um acorde mais evoluído, mais
emocionante, para que todos aplaudam no culto das igrejas. Outro dia estava num
culto onde iria pregar e assisti tudo isso. Confesso que, em certos momentos,
eu não sabia se estava num show popular ou se num culto. É claro que podemos
entender o fenômeno por diversos ângulos. Aqui segue uma maneira de encarar a
situação.
Não estou aqui querendo reclamar de nosso espírito festivo como brasileiros, nem conclamar discussão sobre os Salmos que mencionam bater palmas no culto, mas me preocupa sempre a busca dos significados mais profundos do que fazemos, especialmente no culto. Ontem falei aos meus alunos de Filosofia da Religião sobre isso, mencionando que tem sido histórico o pregador pedir ao público para ficar de pé no momento da leitura da Bíblia e o argumento é que é uma reverência a Deus. Indaguei aos alunos que se estaremos ouvindo a Palavra de Deus – o nosso Rei – então não deveríamos ficar assentados, pois quando um rei fala, seus súditos devem ficar calados e assentados? Quando o súdito vai falar, é ele quem deve ficar de pé. Assim, deveríamos ficar de pé apenas quando estivermos orando, confessando nossos pecados, cantando ao nosso Rei. Estes são os significados simbólicos por trás destes atos.
Quando as pessoas batem palmas num culto é por que acharam bonita e emocionante a apresentação da música, como num show ou por que querem manifestar diante de Deus um estado de alegria, de adoração?
Você pode estar pensando que sou impertinente, mas minha preocupação é que tenhamos consciência mais precisa do que fazemos especialmente naquele ato significativo em que estaremos adorando ao nosso Deus, Criador e Salvador. Isso tudo para evitarmos cair no que o profeta Isaías advertiu: “... este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor.”
Em outras palavras, o culto se tornou um ritual, pois era somente rotineiro. As pessoas já não sabiam mais o significado das coisas. E, pior ainda, a vida delas já não representava mais aquele ato de culto, eram como sepulcros caiados.
A adoração deve ser fruto de uma vida consagrada, limpa, amorosa e não um mero ritual, um culto-show emocionante e fantástico.
Lourenço Stelio Rega
teólogo, educador e escritor
Não estou aqui querendo reclamar de nosso espírito festivo como brasileiros, nem conclamar discussão sobre os Salmos que mencionam bater palmas no culto, mas me preocupa sempre a busca dos significados mais profundos do que fazemos, especialmente no culto. Ontem falei aos meus alunos de Filosofia da Religião sobre isso, mencionando que tem sido histórico o pregador pedir ao público para ficar de pé no momento da leitura da Bíblia e o argumento é que é uma reverência a Deus. Indaguei aos alunos que se estaremos ouvindo a Palavra de Deus – o nosso Rei – então não deveríamos ficar assentados, pois quando um rei fala, seus súditos devem ficar calados e assentados? Quando o súdito vai falar, é ele quem deve ficar de pé. Assim, deveríamos ficar de pé apenas quando estivermos orando, confessando nossos pecados, cantando ao nosso Rei. Estes são os significados simbólicos por trás destes atos.
Quando as pessoas batem palmas num culto é por que acharam bonita e emocionante a apresentação da música, como num show ou por que querem manifestar diante de Deus um estado de alegria, de adoração?
Você pode estar pensando que sou impertinente, mas minha preocupação é que tenhamos consciência mais precisa do que fazemos especialmente naquele ato significativo em que estaremos adorando ao nosso Deus, Criador e Salvador. Isso tudo para evitarmos cair no que o profeta Isaías advertiu: “... este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor.”
Em outras palavras, o culto se tornou um ritual, pois era somente rotineiro. As pessoas já não sabiam mais o significado das coisas. E, pior ainda, a vida delas já não representava mais aquele ato de culto, eram como sepulcros caiados.
A adoração deve ser fruto de uma vida consagrada, limpa, amorosa e não um mero ritual, um culto-show emocionante e fantástico.
Lourenço Stelio Rega
teólogo, educador e escritor
Meu
comentário:
Infelizmente
os valores em nossa sociedade tem se invertido na velocidade da tecnologia,
isso entrou pelas portas da frente de nossos templos, transformando servos em ídolos,
músicos em estrelas.
Acredito
que ainda da tempo de voltar ao primeiro amor, as primeiras obras e colocar o
Senhor entronizado em nosso culto, deixando de lado todo “estrelismo gospel”.
Que
o Senhor nos ajude!!!
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